Dona Anézia Maria da Conceição: O legado da Mestra parteira e benzedeira mais antiga de Alagoas


Nome completo: Anézia Maria da Conceição

Conhecida como: Dona Anézia

Nascimento: Satuba – 05/05/1902

Localidade onde atuou: Santa Luzia do Norte

Patrimônio vivo de Alagoas: Em 03/08/ 2011

Falecimento: 29 /10/ 2014 ( aos 112 anos)

Foto: Thiago Sampaio/ SECOM Alagoas

Ainda muito jovem, com apenas 15 anos, Anézia Maria da Conceição realizou o primeiro de muitos partos que marcariam sua trajetória. O momento foi inesperado: diante de uma emergência, uma gestante, sem tempo para chamar uma parteira experiente, precisou confiar na coragem e na habilidade de Anézia. Seguindo as orientações da própria gestante, a jovem ajudou a trazer o bebê ao mundo com sucesso. Quando o marido da mulher chegou com a parteira, encontrou o recém-nascido limpo e seguro nos braços da mãe. A partir desse episódio, Anézia abraçou a missão de trazer vidas ao mundo. Por mais de seis décadas, até os 80 anos, dedicou-se à função de parteira com determinação e cuidado.

“Graças a Deus, nunca tive complicações nos partos que fiz. Nunca ninguém morreu nas minhas mãos.”

Declarou, orgulhosa, a mestra Anézia em entrevista.

No entanto, sua ligação com a cura e o cuidado começou ainda mais cedo, aos 12 anos, quando aprendeu as práticas de benzimento e rezas com seu pai Bené, enquanto a família morava em Santa Rosa, na Usina Utinga. “A raiz dela já era de tudo isso; ela foi uma continuação dos seus ancestrais. Tanto a mãe como a avó eram curandeiras e parteiras. Antigamente, éramos vistas como bruxas, mas nascemos com esse dom de rezar, de curar, e tudo acontece através da fé”, conta Tota, uma de suas netas, destacando a ancestralidade e a força espiritual que permeiam a trajetória de Anézia.

Diferentemente do ofício de parteira, que Dona Anézia precisou abandonar devido à perda da visão, ela continuou ativa nas rezas para quebranto, mau olhado, ventre caído e outros males. As limitações impostas pela idade, como a perda da visão e da mobilidade, jamais a impediram de exercer sua vocação. Sempre que alguém buscava uma oração ou uma reza, lá estava ela, com seu inseparável rosário em mãos e palavras de amor e conforto.

Dona Anézia era descendente de escravizados. Segundo relatos, seu bisavô nasceu apenas 15 dias após a promulgação da Lei do Ventre Livre. Já ela nasceu em 5 de maio de 1902, no povoado Apolônia, no município de Satuba (AL), mas fixou residência em Santa Luzia do Norte, no bairro Quilombo, talvez o único quilombo urbano do Brasil. “Quando eu nasci, aqui não tinha energia elétrica nem água potável. Só havia choupanas de palha. Não tínhamos médicos; a médica era minha avó – parteira e curandeira. Ela usava plantas medicinais para fazer chás, que era o que tomávamos quando ficávamos doentes”, relata Tota.

A fama de Dona Anézia ultrapassou os limites de sua cidade. Ela era requisitada por moradores de municípios vizinhos como Satuba, Coqueiro Seco e Pilar. “Gente de toda essa região vinha procurá-la para curar doenças e até tratar animais, como cavalos. O que fosse preciso, ela fazia, mas sempre dizia: ‘Eu estou curando, mas quem faz a obra é Deus. Eu digo as palavras, mas quem realiza o trabalho é Ele’”, relembra seu neto José Silvestre. “Minha avó era assim. Os cuidados dela se espalharam por toda a região, e sua fama como rezadeira ficou muito conhecida. Diziam que, quando ela rezava, ela curava. E ela nunca cobrava nada de ninguém, nem queria. Se alguém insistisse em dar algo, ela aceitava, mas não exigia pagamento. Quando terminava uma cura, era preciso segurá-la, porque ela ficava muito fraca”, acrescenta, emocionado. “Ela dizia que dava de graça o que recebia de graça”, completa Tota, destacando o altruísmo e a espiritualidade que sempre nortearam a vida de Dona Anézia.

As curas de Dona Anézia eram como se ela absorvesse o que a pessoa estava sentindo, meio que involuntariamente, mas era uma questão espiritual”, relata Pedro Soares, atual Secretário de Cultura de Santa Luzia do Norte e amigo da família. “Enquanto os outros ficavam bem, ela carregava aquele peso. Eu a acompanhei muitas vezes, porque achava lindo vê-la curando. Na minha casa, qualquer dor de barriga era Dona Anézia quem resolvia. Sou apaixonado pela história dela, e sempre me emociono ao falar sobre ela. Dona Anézia não era apenas um patrimônio vivo de Alagoas; ela se tornou um patrimônio vivo do Brasil. O falecimento dela foi notícia nacional”, destaca Pedro.

Ele relembra ainda o contraste entre a simplicidade da vida de Dona Anézia e sua relevância. “Ela morava em uma choupana de palha, lá no quilombo, mas mesmo as pessoas mais ricas daqui dependiam dela.” Pedro, que também nasceu pelas mãos de Dona Anézia, enfatiza seu legado: “Dona Anézia faleceu em 2014, aos 112 anos, e chegou a ser a segunda mulher mais velha do mundo. Essa geração de Santa Luzia que hoje tem por volta de 60 anos, acredito que 90% veio ao mundo pelas mãos dela. Ela é uma figura extremamente ilustre”, conclui o secretário. “Ela fez o meu parto, o do meu irmão e de quase todos os meus irmãos, só não esteve presente em dois. E, aqui em Santa Luzia, praticamente toda a comunidade acima dos 30 anos nasceu pelas mãos dela”, acrescenta Tota.

Foto: Da internet
Foto: Da internet
Foto: Da internet
Foto: Da internet

 “Ela também era uma excelente folclorista, sabia? Na última vez que a entrevistei, já acamada, ela ainda dançou, mesmo em cima da cama”, relembra Pedro Soares. Tota complementa: “Ela adorava dançar. Sempre compartilhava em casa histórias fascinantes sobre os antigos forrós, pagodes e as tradicionais Baianas.

Católica fervorosa, fazia peregrinações frequentes ao Juazeiro do Norte para homenagear o Padre Cícero, sempre que as circunstâncias permitiam. Quando já não podia mais fazer as viagens, ela pediu que levassem suas roupas até o Juazeiro. “Quem mais fazia viagens dessa região para Juazeiro, no Ceará, era minha vó. Era muito católica, muito apegada a Deus. Ela era do povo da mata, de orações”, recorda Tota. Entretanto, a devoção dela ia muito além do “Padim Ciço”. Sua legião de santos incluía Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Livramento, Nossa Senhora do Desterro e, é claro, Santa Luzia, que eram invocadas com fervor em seus rituais. Essas práticas acolhiam qualquer cristão que buscasse alívio para as aflições da vida, oferecendo conforto espiritual por meio da fé.  Complementando o rito de cura, ela utilizava plantas como peão-roxo, vassourinha e jurema, cujas propriedades curativas eram parte fundamental de seu saber ancestral. Seus rituais de cura começavam quase sempre com um “rosário apressado”, murmurado em palavras enigmáticas, parecendo carregar um significado compreendido apenas por ela e Deus.

Além de parteira e benzedeira, Dona Anézia possuía uma forte intuição. José Silvestre relembra: “Ela sentia as coisas.” Certa vez, uma neta dela, filha de João Bené, chegou para avisar à família sobre o falecimento dele, mas estava receosa de contar à avó, já idosa, temendo sua reação. Enquanto cochichavam na sala, minha avó me chamou e disse: “Eles acham que eu não sei que o João Bené se foi. Ele veio me avisar, meu filho. Estava vestido de azul, me chamando e dizendo que ia fazer uma viagem muito longa, da qual não voltaria mais”, relata.

Silvestre relembra que Dona Anézia chegou a prever a própria morte. “Eu sempre conversava e brincava com ela. Um dia antes de partir, passei na casa dela, e ela segurou minha mão e disse: ‘Estou indo embora. A hora da sua vó está chegando. Sinto tanto por deixar vocês. ’ Então, apertou minha mão, e dois filetes de lágrimas escorreram de seus olhos. ‘O Bené já veio me avisar que está na hora de eu ir’, disse ela.” Bené era o pai de Dona Anézia, que havia falecido aos 115 anos. “No dia seguinte, ela amanheceu mais fraca. Passei lá novamente e percebemos que o momento havia chegado. Reunimos todos ao seu redor – netos, bisnetos, filhos – e ficamos conversando com ela. Até que, serenamente, ela adormeceu. Estávamos todos ali quando ela partiu”, conta, emocionado. “Sei que não existe morte bonita, mas a dela foi algo diferente, quase lindo. Ela se foi conversando com a gente, ainda muito lúcida”, lembra Silvestre. “Foi uma passagem. Ela se preparou e nos disse que estava na hora.”

Tota, com os olhos marejados, desabafa: “Desde que ela partiu, não tem sido fácil. Mas eu sinto que minha vó continua conosco. Ela nunca nos abandonou. Sei que fez sua passagem, mas espiritualmente está sempre presente. Tanto que minha neta sempre diz: ‘Quando quero ver a vó, olho para aquela estrela no céu. E, quando sinto saudade da vó Anézia, aquela estrela sempre aparece, brilhando perto de mim. ’”

José Silvestre também compartilha suas lembranças com carinho: “Eu sei que ela se foi, mas nunca a chamo de finada. Para mim, ela é e sempre será dona Anézia, minha avó, como se ainda estivesse ao meu lado. A casa dela continua do mesmo jeito, minha mãe ainda mora lá, e estamos sempre juntos naquele lugar. Quando nos reunimos, as nossas conversas giram em torno da vó Anézia, da história do meu pai, da nossa família. É por isso que as histórias nunca morrem: enquanto estivermos vivendo e relembrando, ela continuará presente em nossas vidas. ”

Para Pedro Soares, dona Anézia é muito mais do que uma lembrança; é um símbolo de força e inspiração: “Ela subiu para o andar de cima porque Deus a chamou, mas nunca deixou de estar viva em nossas memórias. Aqui, na comunidade quilombola, dona Anézia é celebrada como um troféu, alguém que simboliza as coisas boas da vida. Ela é e sempre será uma referência para todos nós. Mais do que um patrimônio vivo do Estado, dona Anézia é um legado eterno para a família, para os amigos e para Santa Luzia. ”

Foto: Thiago Sampaio/ SECOM Alagoas

Anézia faleceu aos 112 anos, em 29 de outubro de 2014, deixando um legado marcante de amor e dedicação à família, à comunidade de Santa Luzia e ao povo alagoano. Mãe de cinco filhos, avó de 30 netos, bisavó de 59 bisnetos e tataravó de 22 tataranetos à época de seu falecimento, sua família continua crescendo. Hoje, esse legado se perpetua com a chegada dos pentanetos, fortalecendo ainda mais os laços deixados por Anézia.

Reconhecimento e homenagens

Dona Anézia recebeu, em agosto de 2011, o título de Patrimônio Vivo do Estado de Alagoas, um reconhecimento concedido pelo Estado de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Na época, aos 109 anos, ela foi homenageada por sua dedicação como uma das parteiras e rezadeiras mais antigas do estado. “Quando ela recebeu o título de Patrimônio Vivo, participei dessa celebração. Estive com ela no Palácio do Governo, junto com outros mestres, e registrei vários momentos desse dia. Tirei muitas fotos, e ela ficou muito feliz. Isso foi em 2011”, relembra José Silvestre.

Diplomação dos Mestres do Patrimônio Vivo de Alagoas de 2011 | Foto: Acervo da família/ José Silvestre

Poeta e escritor, Pedro Soares, lançou em 2013, o livro “Nossa Terra, Nossa Gente”. Na obra, ele descreve Dona Anézia como uma filha ilustre de Santa Luzia do Norte, sendo esse o único registro sobre ela feito no município. Mais recentemente, em 2021, o prefeito de Santa Luzia do Norte, Márcio Augusto Araújo Lima, sancionou a Lei 652/2021, que nomeou o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) do município em sua homenagem. A unidade pública, localizada na Rua Dom Pedro II, no bairro do Quilombo, passou a se chamar CRAS Maria Anésia da Conceição “Dona Anézia”, reforçando o legado e a contribuição dessa notável mulher para a comunidade.

Continuidade

Quanto à continuidade de seu legado, ninguém na família deu sequência direta às práticas de Anézia. No entanto, Tota mantém viva uma parte dessa tradição ao continuar rezando, embora de forma mais restrita e voltada apenas para os familiares, como explica Pedro. Já Silvestre enfatiza que a preservação da memória da avó se dá através do compartilhamento de suas histórias: “O que fazemos é contar aos nossos filhos e netos como ela convivia conosco e como era a sua relação com a família.”


Galeria de Imagens – Entrevista

Da esquerda para direita: Nicollas Serafim (Jornalista), Iranei Barreto (Jornalista), Givaldo Kleber ( Professor e radialista), Pedro Soares ( Sec. de Cultura de Santa Luzia do Norte), Tota (Neta de D. Anésia ), e José Silvestre (Neto de D. Anésia )


Arquivo Audiovisual

MARIA ANÉZIA – PARTEIRA E REZADEIRA


Publicações encontradas


Reportagens e postagens sobre a Mestra Anésia publicadas na internet
Mestra Anézia é considerada uma lenda de Santa Luzia do Norte
https://aquiacontece.com.br/mestra-anezia-e-considerada-uma-lenda-de-santa-luzia-do-norte/
Relação dos Mestres falecidos
https://www.secult.al.gov.br/fotos/41-uncategorised/outra-categorias/politicas-e-acoes/registro-do-patrimonio-vivo/655-mestres-do-patrimonio-vivo-falecidos
Guardiãs da cura: a sabedoria popular das benzedeiras em AL
https://aquiacontece.com.br/guardias-da-cura-a-sabedoria-popular-das-benzedeiras-em-al/
Biografia – Anézia Maria da Conceição
https://gerontology.fandom.com/wiki/Anezia_Maria_da_Conceicao
Ícones da cultura popular recebem certificado de Patrimônio Vivo Alagoano
https://noticias.ufal.br/ufal/noticias/2011/08/icones-da-cultura-popular-recebem-certificado-de-patrimonio-vivo-alagoano
 
Mestres da cultura recebem certificado de Patrimônio Vivo
https://www.alagoas24horas.com.br/659899/mestres-da-cultura-recebem-certificado-de-patrimonio-vivo/
Festa da cultura: mestres do Patrimônio Vivo de Alagoas recebem título nesta quarta
https://aquiacontece.com.br/festa-da-cultura-mestres-do-patrimonio-vivo-de-alagoas-recebem-titulo-nesta-quarta/
Morre aos 112 anos parteira Anézia Maria da Conceição
https://globoplay.globo.com/v/3729070/
Morre benzedeira mais antiga de Alagoas
https://www.cadaminuto.com.br/noticia/2014/10/29/morre-benzedeira-mais-antiga-de-alagoas
Morre aos 112 anos a benzedeira mais famosa de Alagoas
https://m.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/10/1540613-morre-aos-112-a-benzedeira-mais-famosa-de-alagoas.shtml
Apresentação Histórica de Santa Luzia do Norte
http://santaluziadonorte.al.gov.br/home/municipio/dados-historicos/
Alagoas perde Dona Anézia, um dos Registros do Patrimônio Vivo
https://painelnoticias.com.br/geral/71809/alagoas-perde-dona-anezia-um-dos-registros-do-patrimonio-vivo
Quando morreu em 2014, a rezadeira Anésia era a mulher mais velha do Brasil
https://santaluziadonorte.wixsite.com/nortense/single-post/2016/02/24/morre-aos-113-anos-a-rezadeira-an%C3%A9sia-da-concei%C3%A7%C3%A3o-patrim%C3%B4nio-cultural-de-alagoas
Santa Luzia do Norte/AL registra um histórico de seus 412 anos de vida, festa será nesta 4ª, dia 13  
https://ama-al.com.br/santa-luzia-do-norte-al-registra-um-historico-de-seus-412-anos-de-vida-festa-sera-nesta-4a-dia-13/
CRAS, Santa Luzia do Norte. (@crasanesiasln)
https://www.santaluziadonorte.al.leg.br/leis/leis-municipais/lei-do-executivo-municipal-an0-2021/652.pdf
Guardiãs da cura: a sabedoria popular das benzedeiras em Alagoas
https://www.alagoasnanet.com.br/v3/guardias-da-cura-a-sabedoria-popular-das-benzedeiras-em-alagoas/#google_vignette
Super giro de informações por Alagoas…
https://www.cadaminuto.com.br/noticia/2014/10/29/super-giro-de-informacoes-por-alagoas
MARIA ANÉZIA – PARTEIRA E REZADEIRA
https://www.youtube.com/watch?v=3ur_t_ERjz0
Morre a mais antiga benzedeira de Alagoas
https://www.almanaquealagoas.com.br/2014/10/morre-a-mais-antiga-benzedeira-de-alagoas/
https://www.facebook.com/photo?fbid=1485799720480&set=a.1484452926811
Mestra Anézia
https://www.facebook.com/photo/?fbid=1408679959367543&set=a.1388828648019341
Morre aos 112 anos a parteira Anézia da Conceição, Patrimônio Vivo de AL
https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2014/10/morre-aos-112-anos-parteira-anezia-da-conceicao-patrimonio-vivo-de-al.html#:~:text=Considerada%20Registro%20de%20Patrim%C3%B4nio%20Vivo,do%20Norte%2C%20de%20causas%20naturais.
Alagoas perde Dona Anézia, um dos Registros do Patrimônio Vivo
https://www.alagoas24horas.com.br/387462/alagoas-perde-dona-anezia-um-dos-registros-do-patrimonio-vivo/
Alagoas perde Dona Anézia, um dos Registros do Patrimônio Vivo
https://tribunadosertao.com.br/noticias/2014/10/29/9856-alagoas-perde-dona-anezia-um-dos-registros-do-patrimonio-vivo

Créditos da reportagem

Equipe de pesquisa:  Iranei Barreto, Nicollas Serafim, Givaldo Kleber

Transcrição das entrevistas: Nicollas Serafim

Texto: Iranei Barreto

Identidade Visual: Joenne Mesquita

Créditos das imagens: Iranei Barreto, Thiago Sampaio, José Silvestre e da internet


*Texto em constante atualização. A proposta do projeto Entorno dos Mestres é criar um arquivo com o maior número de informações possíveis sobre os Mestres do Patrimônio Vivo de Alagoas já falecidos.

 *LPG  ALAGOAS – O projeto “Entorno dos Mestres” é realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo do Governo Federal, operacionalizado pelo Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (SECULT). 

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