Artes intervenção Aqui Acolá

A arte poética de Hilda Moura

O semblante sereno e a fala doce e singela de Hilda Moura transparecem a aura de uma artista meticulosa, precisa e talentosa, dotada de uma visão poética do mundo e de si mesma que ela transporta para suas pinturas intensamente. Hilda é a artista especial de fevereiro do blog Aqui Acolá.

O semblante sereno e a fala doce e singela de Hilda Moura transparecem a aura de uma artista meticulosa, precisa e talentosa, dotada de uma visão poética do mundo e de si mesma que ela transporta para suas pinturas intensamente. Hilda é a artista especial de fevereiro do blog Aqui Acolá.

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Ao contrário da maioria dos pintores, a arte chegou mais tardiamente na vida de Hilda Moura. Maceioense e formada em Serviço Social, ela lembra que, a princípio, interessava-se apenas a ler livros sobre o assunto.

“Fiz algumas aulas de desenho, mas nada muito sério ou aprofundado”, diz ela. “No começo era isso, eu gostava de ler sobre os artistas e de conhecer suas histórias, principalmente os impressionistas”.

Seus primeiros processos criativos mais constantes se deram através da cerâmica. “Eu me empolguei muito com o estudo da arte em cerâmica e acabei dedicando mais de 10 anos de estudo a isso”. Quando esse ciclo se fechou, ela se voltou inteiramente aos desenhos e às pinturas.

Duas referências importantes para a pintura de Hilda são o italiano Amedeo Modigliani e o bielorrusso Marc Chagall.

“Os retratos femininos de Modigliani me impressionaram demais e muito do que eu faço hoje é reflexo dessa fase de estudos dos trabalhos dele”, lembra. “Já Chagall traz muito do mundo das fábulas, com animais personificados. Essa atmosfera de contos de fadas também é uma referência muito grande e que eu adoro”.

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Até pouco tempo atrás, as obras de Hilda permaneciam escondidas em sua casa e seu ateliê. “O processo de mostrar meu trabalho para as pessoas eu devo muito à Karla Melanias, que é uma grande artista”, revela. “Foi a primeira pessoa que eu convidei a olhar o trabalho e ela me incentivou a continuar pintando”.

Em 2015 na Galeria do SESC, Hilda entrou em cartaz com sua primeira exposição intitulada “Hábito”. A mostra teve a curadoria de Karla Melanias e marcou profundamente a sua carreira. “Foi a experiência inaugural e eu tive respostas muito boas. O local foi muito apropriado porque a galeria é aconchegante e eu acho que o espaço recebeu muito bem as obras que lá estavam”.

Já no ano passado, ela mostrou ao público A lágrima das coisas. No amplo ambiente da Pinacoteca Universitária, o trabalho de Hilda tocou profundamente o coração do público com telas e instalações carregadas de singeleza e intimismo, mergulhando na alma feminina e infantil. Nessa ocasião, uma das telas foi selecionada para a Bienal de Arte Contemporânea do Distrito Federal, promovida pelo SESC.

Outro artista que também foi fundamental para o impulsionamento de sua carreira foi Rafael Almeida. “Ele foi imprescindível para o processo de montagem de A Lágrima das Coisas, e ele me auxilia desde então com a divulgação e a representação comercial do meu trabalho. O Rafael é uma pessoa a quem eu agradeço imensamente”, afirma.

Para Hilda, a observação é fator primordial para o desenvolvimento de seu trabalho. O corpo humano (e principalmente o feminino) é um dos objetos de estudo mais frequentes em sua mente. Seus trabalhos possuem uma síntese bastante singular, que ela persegue sempre. “Eu gosto dessa relação mais direta, na qual você olhe para a imagem e tenha uma conexão mais profunda com o significado. Meus quadros tem sempre uma imagem mais pura, um contato mais imediato”.

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Para a marca do Aqui Acolá, Hilda Moura usou um dos elementos de seu trabalho – as formas do corpo humano.

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“Eu imaginei o Aqui Acolá a partir da forma orgânica do coração. Pensei na cor vermelha, que é uma cor essencial para mim para dar luz a essa forma tão bonita que é a do coração da gente”.

1 comentário

  1. Parabéns Nícolas Serafim pela leveza e profundidade do excelente texto sobre a obra desta artista que é uma das nossas grandes promessas na arte contemporânea.
    (Fredy Correia)

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