#SeloAquiAcolá5anos

Selo Nº 11: Paleta de cores vibrantes de Pedro Cabral traduz as razões do coração

Nossa série #SeloAquiAcolá5anos, que já está no Nº 11, relembra nesta edição a primeira exposição do artista plástico e arquiteto Pedro Cabral. A reportagem é de 2015, publicada no primeiro ano do Blog Aqui Acolá, assinada por Iranei Barreto com ensaio fotográfico e vídeo de Isaac Neves.

De voz branda, jeito manso e conciliador, Pedro Cabral é uma daquelas pessoas que você conhece há pouco, mas parece que é da vida toda. Os desavisados poderiam até imaginar, julgando pelo seu temperamento, que em sua paleta de cores reinam os tons pastéis. Ledo engano! Cabral tem  seu próprio vermelho e junto com ele uma gama de cores fortes, quentes e vibrantes que reunidas na exposição “Razões do Coração” representam mais de duas décadas de dedicação à arte. A mostra individual ficou em cartaz na  galeria Fernando Lopes,  de outubro a novembro de 2015, no  Cesmac.  

“Razões do Coração”


As 50 telas espalhadas pela Galeria representaram a relação do artista com o mundo e as coisas que o cercam. Dividida por séries, que devido ao formato da galeria mais pareciam vagões, a individual convidava o visitante a fazer um passeio pelas cores, amores, referências do universo infantil, lembranças afetivas, representações da cultura popular e nordestina,

cenas do cotidiano, o gosto pela música e pela poesia, o flerte com a obra do artista europeu Matisse, com direito a releitura do artista inspirada no episódio dos Índios Caetés X Bispo Sardinha.

Enquanto isso, o barqueiro Caronte se colocava na entrada fitando o passeio e, ao que parece, estava ali justamente para lembrar a passagem transitória da vida.


Técnicas e referências – Cabral, que além de artista plástico é arquiteto e professor de Arquitetura e Urbanismo, desenvolveu ao longo de mais 20 anos um processo de estudos, leituras, visitas a museus, que moldaram suas técnicas e conceitos. Adotou princípios do fauvismo, movimento que durou apenas um ano na França e que tinha em Matisse sua maior expressão. “As cores dos fauvistas eram alegres. Eles foram para o sul da França para procurar o sol. Nós estamos no Nordeste, temos esse sol, a luz, as cores,” constata Cabral. “… Mas não seguindo in totum o fauvismo, pegando um pouquinho de cada coisa: Picasso, Monet, embora não me considere um fauvista. Numa escala de 1 a 10, estou no 3 dessa coisa aí,” enfatizou.“Toda minha escola eu parti do impressionismo para cá. Concentrei meu estudo no impressionismo do final do século 19. Monet, Lautrec, Van Gogh. As cores de Van Gogh, o amarelo, abracei o amarelo do Van Gogh com um carinho extraordinário. As pinceladas eu fui buscar de Monet. São vários tijolinhos que me ajudaram a chegar ao que estou fazendo agora,” comentou na ocasião da montagem da exposição. 

A matéria contou ainda com um vídeo com outros depoimentos de Pedro Cabral e também do curador da exposição, o também artista e pesquisador Ricardo Maia.  A entrevista na íntegra poderá ser acessada no link: https://aquiacola.net/2015/10/27/paleta-de-cores-vibrantes-de-pedro-cabral-traduz-as-razoes-do-coracao

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