Artes Exposições

Marina e a Flora de Lá: Afeto e cumplicidade traduzidos em exposição  

 

A individual “Marina e a Flora de Lá” declaração de amor do artista Paulo Caldas a filha caçula Marina – sua inspiração, cúmplice e parceira de aventuras -, reúne 32 desenhos feitos em grafite, e nanquim sobre papel linho. A exposição pode ser conferida até esta sexta (29), das 12h às 18horas, na Galeria de Artes da Unidade de Cultura Sesc Centro de Maceió. A instalação tem curadoria de Alice Barros e Robertson Dorta.

Segundo Paulo, a ideia da exposição surgiu quando Marina tinha apenas quatro meses. “Um dia quando eu saía para trabalhar, olhei-a no berço, passei a mão em sua cabeça e falei: o seu cabelo parece um ninho de corujinha. Ela riu. Mas retifiquei e disse: não!… De corujinha, não!… De colibri. Sim!… Um ninho de colibri! Disse isso, brinquei mais um pouco e saí”, conta o artista.

Marina e a Flora de lá (8)

Bastou isso para a inspiração aflorar. Calda que na ocasião estava realizando uma mostra de desenhos e pinturas numa escola do interior chegou ao local e começou a rabiscar.  “O lápis e os traços corriam livres, assim como o tempo… Chegou uma hora em que senti vontade de parar e tentei entender o que estava ali desenhado. Rodei o desenho para um lado, para o outro, tentando obter, em meio àquela abstração, uma referência figurativa, sem nada encontrar. Quando ele ficou de “cabeça pra baixo” eu percebi ter feito uma flor e, aninhado e pairando acima dela, o perfil de um colibri”.

Marina e a Flora de lá (1)

Foi então que ele lembrou da rápida “conversa” com a bebê Marina ao sair de casa. “Lembrei dos seus poucos cabelos, do seu farto sorriso e fiquei ali com o olhar perdido e maravilhado contemplando aquela “coincidência”. Tentava entender por que e como isso se dá, quando, em meio ao silêncio próprio dessas ocasiões, uma voz que me conduz soprou no meu ouvido e bem baixinho me falou: Marina e a flora de lá… Eu, também em silêncio, perguntei: de lá de onde? A voz me disse: de onde ela veio!… Trouxe de presente para você: folhas, flores e sementes. E, como se estivesse sorrindo, concluiu: continue desenhando…”

Marina e a Flora de lá (15)

Ele continuou a desenhar dando sequência a uma série de quarenta e dois desenhos “trazidos de lá” por Marina. Por diversas vezes o artista tentou montar a exposição sem sucesso até que surgiu agora em 2016 o convite do Sesc.

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Paulo Caldas 

Artista múltiplo, que desenvolve em várias facetas a sua criatividade e inspiração. Paulo Caldas é poeta, compositor e pintor. Desde criança vem brincando e se apaixonando pelas cores e aos 19 anos iniciou mais seriamente sua carreira artística. “Uma vez, quando era criança, pedi ao meu anjo da guarda que me desse uma varinha de condão pra eu sair fazendo mágica por aí. Todo dia eu acordava e olhava debaixo do travesseiro pra ver se a varinha estava lá. Aí eu cresci, casei, e um dia quando coloquei minha filha pra dormir e fui trabalhar eu notei a luz da luminária no pincel. Então eu soube que Deus tinha atendido meu pedido há muito tempo e eu não percebi”.

Com suas varinhas mágicas mergulhadas em tintas e ideias, Paulo Caldas produz tanto que ocupa hoje três espaços dedicados à arte na cidade. Além de “Marina e a Fola de Lá”, Paulo Caldas está no Complexo do Teatro Deodoro com as exposições “Rio Afogado” e “O Lado Invisível do Ser”.

 

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