Centenário lembra história do “Rei dos 8 Baixos”

O ano de 1915 foi marcado pelo  nascimento daquele que viria a se tornar o “Rei dos 8 Baixos”. Nacionalmente conhecido, o penedense Gerson Filho foi o primeiro solista de oito baixos a gravar profissionalmente em disco. O Aqui Acolá conversou  com José Lessa, um dos maiores pesquisadores da obra do artista e editor do Blog Forró Alagoano, que explica  quem foi Gerson Filho, qual seu real legado e como alcançou fama e ganhou projeção nacional.

Pouco lembrado pela grande mídia, o Centenário de Gerson Filho quase passa despercebido, não fosse à persistência  de José Lessa, que mobilizou familiares, artistas e o poder público para relembrar a trajetória e importante contribuição do alagoano para música nacional. O editor do Forró Alagoano explica como descobriu a data do nascimento de Gerson.

Comemorações do Centenário

O alagoano nasceu no mês maio, mas foi só em junho que as comemorações pipocaram em Alagoas. Gerson Filho e Clemilda dividiram com os 200 de Maceió o tema das festas juninas oficiais da capital alagoana: “São João dos 200 anos, lembrando Clemilda e Gerson Filho”.

Também durante as festividades juninas, foi montada no Museu da Imagem e do Som (MISA) a exposição “Gerson FilhoRei dos 8 Baixos”, que segue em cartaz até 31 deste mês, e tem curadoria de José Lessa.  Na ocasião do lançamento aconteceu também um Arraial com quadrilhas e  apresentações musicais.

Em Arapiraca, o projeto Cultura na Praça, comandado por Afrísio Acácio, dedicou uma de suas edições ao artista penedense. E por falar em Penedo, a histórica cidade  não comemorou o Centenário do filho ilustre.

Exposição "Rei dos 8 Baixos", em cartaz no MISA, até 31 de julho. Foto: Isaac Neves
Exposição Gerson Filho – “Rei dos 8 Baixos”, em cartaz no MISA, até 31 de julho. Foto: Isaac Neves

Peculiaridades da trajetória do Rei dos 8 Baixos

Aqui vamos destacar alguns pontos que consideramos importantes na trajetória de Gerson Filho, dentre eles: o casamento com Clemilda, os pseudônimos que ele adotou,  e os artistas que gravaram suas canções.

Clemilda – A grande parceira 

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Um dos grandes acontecimentos da história de Gerson Filho foi o encontro com sua parceira de vida e de palco, a também alagoana Clemilda.

No começo dos anos 60 Clemilda decidiu “tentar a sorte” no Rio de Janeiro, onde conseguiu emprego como garçonete. Até então ainda não havia descoberto o dom artístico que tinha. Em 1965 cantou pela primeira vez na Rádio Mayrink Veiga, no programa “Crepúsculo Sertanejo“. Foi nessa ocasião que a história de amor entre os dois nascia. Pouco tempo depois se casaram.

Parceiros na vida, o amor entre os dois atravessou o campo pessoal e chegou aos palcos.  Clemilda participou de dois LPs de Gerson Filho. E acompanhada de Gerson Filho, Clemilda estourou nas paradas de sucesso com a música “Prenda o Tadeu”, em 1985, e ganhou seu primeiro Disco de Ouro.

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Gerson Filho – e seus pseudônimos

Além de suas produções próprias, Gerson Filho também lançou alguns pseudônimos para fins comerciais. José Lessa explica como foi essa história dos “Zés” –  Zé Piaba, Zé Piatã, Zé Mamede, Zé da Onça e Zé do X.

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Gerson Filho – compositor               

As melodias tiradas do fole de Gerson Filho se transformaram em belas canções na voz de artistas como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Fagner, Osvaldinho, Elizete Cardoso, e na voz da própria Clemilda, que além de gravar, também dividiu com ele algumas composições.  E mais recentemente, Gerson Filho teve algumas de suas músicas regravadas pela Banda Mastruz com Leite.

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